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Com início do acordo Mercosul-UE, resultados do Tech4Amazonia reforçam protagonismo do Brasil nas cadeias globais de valor

O tema foi destacado por Judith Wiese, Chief People and Sustainability Officer global da Siemens, durante encontro com jornalistas na Hannover Messe 2026. “O mundo tem muito a aprender com o Brasil, seja pela matriz elétrica com cerca de 90% de energia limpa, pela capacidade de alimentar data centers de forma sustentável, pela liderança no agronegócio ou pelo protagonismo em inovação em hidrogênio”, afirmou Judith. “O acordo Mercosul-UE ajuda a ampliar esse conhecimento e conectá-lo a redes globais já estabelecidas. Com isso, unimos os pontos fortes do Brasil a trocas internacionais de ideias e recursos, criando um ambiente ainda mais favorável para iniciativas como o Tech4Amazonia. Os resultados iniciais do programa mostram que, se a Indústria 4.0 funciona na Amazônia, ela pode funcionar em qualquer lugar”.
Judith ressalta que o acordo entre Mercosul e União Europeia abre oportunidades relevantes tanto para países sul-americanos quanto europeus. “Recebemos o acordo de forma muito positiva. A redução de cerca de 90% das tarifas tornará os negócios mais simples e competitivos. O Mercosul conecta o melhor dos dois mundos: produtos e soluções desenvolvidos no Brasil com tecnologias e capacidades globais. Isso gera valor para o Brasil, para a região e para parceiros nos dois continentes”, disse.
Segundo a executiva, a ampliação e diversificação das cadeias de suprimentos, o maior acesso a talentos, competências digitais, matérias-primas críticas e terras raras devem fortalecer a integração econômica entre os blocos, consolidando a maior área de livre comércio do mundo.
Outro exemplo do avanço brasileiro nas cadeias globais de valor está nos resultados da primeira fase do Tech4Amazonia, iniciativa lançada pela Siemens Brasil durante a COP30. O programa aplica automação, inteligência artificial, sensores IoT e plataformas digitais às cadeias produtivas da bioeconomia amazônica. A proposta é conectar tecnologias industriais desenvolvidas nos centros globais de pesquisa e engenharia da Siemens a desafios locais da Amazônia, testando soluções em cenários de infraestrutura limitada, alta complexidade ambiental e baixa conectividade.
Nos quatro primeiros projetos-piloto do programa, os resultados demonstraram ganhos expressivos em eficiência, qualidade e rastreabilidade. Na produção de mudas realizada em parceria com o Centro de Biotecnologia da Amazônia, a taxa de mortalidade caiu de 34% para apenas 2% com a introdução de sensores e automação. Já na cadeia da castanha-do-brasil, em parceria com a Getter, a classificação do produto alcançou mais de 95% de precisão utilizando Industrial Edge com inteligência artificial.
Na cadeia de bioingredientes amazônicos, nanofábricas elevaram de 0% para 100% o nível de padronização e rastreabilidade das ordens de produção com uso da plataforma Mendix. Em outra iniciativa, desenvolvida em parceria com a Natura e a cooperativa APROCAMP, a extração de óleos de bioingredientes amazônicos teve a pressão de caldeiras reduzida pela metade, além da criação de uma base estruturada de dados para a operação.
Em conjunto, a entrada em vigor do acordo UE-Mercosul e os resultados iniciais do Tech4Amazonia reforçam a transformação do papel do Brasil no cenário internacional. Mais do que um mercado consumidor ou fornecedor de matérias-primas, o país amplia seu posicionamento como polo de inovação e protagonista em cadeias globais de valor. Ao estimular a cocriação local, facilitar a integração comercial e demonstrar que soluções avançadas de Indústria 4.0 podem prosperar mesmo em ambientes complexos, o Brasil evidencia sua capacidade de contribuir ativamente para o futuro da indústria e da sustentabilidade global.
Parceira histórica do país, a Siemens também acompanha esse movimento de perto. “A Siemens é uma empresa global de tecnologia, mas no Brasil nos enxergamos como um negócio local. Estamos presentes no país há 160 anos e fazemos parte do seu tecido socioeconômico”, concluiu Judith.
A Siemens Brasil iniciou suas primeiras atividades em 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Em 1905, ocorria a fundação da empresa no País. Ao longo de sua história, a empresa contribuiu ativamente para a construção e para a modernização da infraestrutura brasileira, com um portfólio de tecnologias inovadoras que capacita seus clientes a acelerarem sua própria transformação digital e a alcançarem maior sustentabilidade. Além disso, oferece serviços financeiros, gestão imobiliária corporativa e serviços de negócios indiretos. O Grupo Siemens é formado pela Siemens Brasil, Siemens Healthineers e Mobility e está presente em praticamente todo o território nacional. Conta atualmente com sete centros de Pesquisa e Desenvolvimento, com o SITRAIN - Centro de excelência para clientes do setor industrial -, além do Digital Experience Center (DEX), um ambiente que permite uma experiência imersiva pelo ecossistema de soluções e serviços da companhia. Para mais informações acesse: www.siemens.com.br ou nosso Relatório Institucional e ESG.
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