Please use another Browser

It looks like you are using a browser that is not fully supported. Please note that there might be constraints on site display and usability. For the best experience we suggest that you download the newest version of a supported browser:

Internet Explorer, Chrome Browser, Firefox Browser, Safari Browser

Continue with the current browser

Da carne ao código: como a tendência das proteínas tem refletido a transformação industrial

Com a população global caminhando para ultrapassar 10 bilhões de pessoas nas próximas décadas, cresce a necessidade de sistemas alimentares mais eficientes, capazes de entregar nutrição com menor uso de recursos naturais. É nesse cenário que as chamadas proteínas alternativas ganham espaço, combinando ciência, engenharia e sustentabilidade.
Esse universo vai muito além dos produtos plant-based mais conhecidos. Hoje, já existem proteínas produzidas a partir de fermentação de precisão, processo no qual microrganismos são programados para gerar proteínas com a mesma composição funcional de ovos, leite e outros ingredientes de origem animal. Há também o avanço das carnes cultivadas, desenvolvidas a partir de células animais em ambientes controlados, e de novas aplicações proteicas voltadas para alimentos e bebidas. Nesses processos, o “ingrediente principal” não é o campo nem o rebanho, mas o controle preciso de variáveis como temperatura, pH, oxigenação e tempo — tudo monitorado digitalmente e ajustado em tempo real.
Essa lógica ajuda a explicar por que a proteína também saiu do prato e foi parar no copo. As bebidas proteicas cresceram impulsionadas por um cotidiano mais acelerado e fragmentado, em que conveniência e funcionalidade contam tanto quanto valor nutricional. A proteína deixou de ser apenas refeição e passou a ser solução prática, consumida ao longo do dia.
Mas transformar proteína em alimento (sólido ou líquido) exige muito mais do que uma boa fórmula. Esses produtos dependem de processos industriais altamente sofisticados, semelhantes aos de setores como o farmacêutico e o químico. Produção em biorreatores, fermentações sensíveis e ingredientes inovadores exigem estabilidade absoluta, previsibilidade e rastreabilidade.
É nesse ponto que a tecnologia se torna central. A produção de proteínas alternativas depende de sensores conectados (IoT) que monitoram continuamente cada etapa do processo, garantindo que condições ideais sejam mantidas do início ao fim. Grandes volumes de dados são coletados e analisados para identificar padrões, prever falhas e ajustar processos, uma aplicação direta de big data e analytics à indústria de alimentos.
Além disso, a rastreabilidade digital permite acompanhar cada lote desde a origem dos insumos até o produto final, aumentando transparência, segurança alimentar e confiança do consumidor, fatores cada vez mais relevantes em cadeias produtivas inovadoras.
Nesse contexto, a Siemens auxilia a indústria de alimentos e bebidas a aplicar a mesma lógica das fábricas inteligentes. Líder em automação industrial, IoT, análise de dados e gêmeos digitais, a empresa contribui para tornar esses processos mais eficientes, escaláveis e sustentáveis.
“Produzir proteínas alternativas é, essencialmente, um exercício de engenharia e controle de processos. Estamos falando de ambientes altamente monitorados, volumes massivos de dados e decisões em tempo real”, afirma Yuri Belentani, Head do Centro de Competências para a cadeia de proteína animal da Siemens Brasil.
“Tecnologias como sensores inteligentes, análise de dados e gêmeos digitais permitem simular processos antes da produção física, reduzir desperdícios e otimizar o uso de energia e água”, explica.
Os gêmeos digitais, por exemplo, criam réplicas virtuais de linhas de produção e biorreatores, permitindo testar ajustes, receitas e escalas sem consumir matéria-prima nem energia desnecessária. Já sistemas avançados de automação garantem repetibilidade e qualidade, mesmo em processos biológicos complexos.
“A alimentação está passando pela mesma transformação que outras indústrias já viveram. O alimento do futuro nasce cada vez menos da tentativa e erro e cada vez mais do planejamento digital”, completa Belentani.
Logo, a evolução da proteína revela uma mudança mais ampla: a comida está se tornando um produto de alta tecnologia. Seja no prato ou no copo, o que chega ao consumidor começa muito antes da cozinha: nasce na engenharia, nos dados e no software.
A Siemens Brasil iniciou suas primeiras atividades em 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Em 1905, ocorria a fundação da empresa no País. Ao longo de sua história, a empresa contribuiu ativamente para a construção e para a modernização da infraestrutura brasileira, com um portfólio de tecnologias inovadoras que capacita seus clientes a acelerarem sua própria transformação digital e a alcançarem maior sustentabilidade. Além disso, oferece serviços financeiros, gestão imobiliária corporativa e serviços de negócios indiretos. O Grupo Siemens é formado pela Siemens Brasil, Siemens Healthineers e Mobility e está presente em praticamente todo o território nacional. Conta atualmente com sete centros de Pesquisa e Desenvolvimento, com o SITRAIN - Centro de excelência para clientes do setor industrial -, além do Digital Experience Center (DEX), um ambiente que permite uma experiência imersiva pelo ecossistema de soluções e serviços da companhia. Para mais informações acesse: www.siemens.com.br ou nosso Relatório Institucional e ESG.
Read more

Contact

Júlia Santos  

+55 11 95474-7297  

Diego Matus

+55 11 99151-1700 

Diogo Cruz 

+55 11 98219-1672