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Press Release15 December 2025Brazil
Da carne ao código: como a tendência das proteínas tem refletido a transformação industrial
Com
a população global caminhando para ultrapassar 10 bilhões de pessoas nas
próximas décadas, cresce a necessidade de sistemas alimentares mais eficientes,
capazes de entregar nutrição com menor uso de recursos naturais. É nesse
cenário que as chamadas proteínas alternativas ganham espaço, combinando
ciência, engenharia e sustentabilidade.
Esse
universo vai muito além dos produtos plant-based mais conhecidos. Hoje, já
existem proteínas produzidas a partir de fermentação de precisão, processo no
qual microrganismos são programados para gerar proteínas com a mesma composição
funcional de ovos, leite e outros ingredientes de origem animal. Há também o
avanço das carnes cultivadas, desenvolvidas a partir de células animais em
ambientes controlados, e de novas aplicações proteicas voltadas para alimentos
e bebidas. Nesses processos, o “ingrediente principal” não é o campo nem o
rebanho, mas o controle preciso de variáveis como temperatura, pH, oxigenação e
tempo — tudo monitorado digitalmente e ajustado em tempo real.
Essa
lógica ajuda a explicar por que a proteína também saiu do prato e foi parar no
copo. As bebidas proteicas cresceram impulsionadas por um cotidiano mais
acelerado e fragmentado, em que conveniência e funcionalidade contam tanto
quanto valor nutricional. A proteína deixou de ser apenas refeição e passou a
ser solução prática, consumida ao longo do dia.
Mas
transformar proteína em alimento (sólido ou líquido) exige muito mais do que
uma boa fórmula. Esses produtos dependem de processos industriais altamente
sofisticados, semelhantes aos de setores como o farmacêutico e o químico.
Produção em biorreatores, fermentações sensíveis e ingredientes inovadores
exigem estabilidade absoluta, previsibilidade e rastreabilidade.
É
nesse ponto que a tecnologia se torna central. A produção de proteínas
alternativas depende de sensores conectados (IoT) que monitoram continuamente
cada etapa do processo, garantindo que condições ideais sejam mantidas do
início ao fim. Grandes volumes de dados são coletados e analisados para
identificar padrões, prever falhas e ajustar processos, uma aplicação direta de
big data e analytics à indústria de alimentos.
Além
disso, a rastreabilidade digital permite acompanhar cada lote desde a origem
dos insumos até o produto final, aumentando transparência, segurança alimentar
e confiança do consumidor, fatores cada vez mais relevantes em cadeias
produtivas inovadoras.
Nesse
contexto, a Siemens auxilia a indústria de alimentos e bebidas a aplicar a
mesma lógica das fábricas inteligentes. Líder em automação industrial, IoT,
análise de dados e gêmeos digitais, a empresa contribui para tornar esses
processos mais eficientes, escaláveis e sustentáveis.
“Produzir
proteínas alternativas é, essencialmente, um exercício de engenharia e controle
de processos. Estamos falando de ambientes altamente monitorados, volumes
massivos de dados e decisões em tempo real”, afirma Yuri Belentani, Head do
Centro de
Competências para a cadeia de proteína animal da Siemens Brasil.
“Tecnologias
como sensores inteligentes, análise de dados e gêmeos digitais permitem simular
processos antes da produção física, reduzir desperdícios e otimizar o uso de
energia e água”, explica.
Os
gêmeos digitais, por exemplo, criam réplicas virtuais de linhas de produção e
biorreatores, permitindo testar ajustes, receitas e escalas sem consumir
matéria-prima nem energia desnecessária. Já sistemas avançados de automação
garantem repetibilidade e qualidade, mesmo em processos biológicos complexos.
“A
alimentação está passando pela mesma transformação que outras indústrias já
viveram. O alimento do futuro nasce cada vez menos da tentativa e erro e cada
vez mais do planejamento digital”, completa Belentani.
Logo, a evolução da
proteína revela uma mudança mais ampla: a comida está se tornando um produto de
alta tecnologia. Seja no prato ou no copo, o que chega ao consumidor começa
muito antes da cozinha: nasce na engenharia, nos dados e no software.
A Siemens Brasil iniciou suas primeiras atividades em 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Em 1905, ocorria a fundação da empresa no País. Ao longo de sua história, a empresa contribuiu ativamente para a construção e para a modernização da infraestrutura brasileira, com um portfólio de tecnologias inovadoras que capacita seus clientes a acelerarem sua própria transformação digital e a alcançarem maior sustentabilidade. Além disso, oferece serviços financeiros, gestão imobiliária corporativa e serviços de negócios indiretos. O Grupo Siemens é formado pela Siemens Brasil, Siemens Healthineers e Mobility e está presente em praticamente todo o território nacional. Conta atualmente com sete centros de Pesquisa e Desenvolvimento, com o SITRAIN - Centro de excelência para clientes do setor industrial -, além do Digital Experience Center (DEX), um ambiente que permite uma experiência imersiva pelo ecossistema de soluções e serviços da companhia. Para mais informações acesse: www.siemens.com.br ou nosso Relatório Institucional e ESG.