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Press Release14 May 2026Brazil
Com início do acordo Mercosul-UE, resultados do Tech4Amazonia reforçam protagonismo do Brasil nas cadeias globais de valor
O
tema foi destacado por Judith Wiese, Chief People and Sustainability Officer
global da Siemens, durante encontro com jornalistas na Hannover Messe 2026. “O
mundo tem muito a aprender com o Brasil, seja pela matriz elétrica com cerca de
90% de energia limpa, pela capacidade de alimentar data centers de forma
sustentável, pela liderança no agronegócio ou pelo protagonismo em inovação em
hidrogênio”, afirmou Judith. “O acordo Mercosul-UE ajuda a ampliar esse
conhecimento e conectá-lo a redes globais já estabelecidas. Com isso, unimos os
pontos fortes do Brasil a trocas internacionais de ideias e recursos, criando
um ambiente ainda mais favorável para iniciativas como o Tech4Amazonia. Os
resultados iniciais do programa mostram que, se a Indústria 4.0 funciona na
Amazônia, ela pode funcionar em qualquer lugar”.
Judith
ressalta que o acordo entre Mercosul e União Europeia abre oportunidades
relevantes tanto para países sul-americanos quanto europeus. “Recebemos o
acordo de forma muito positiva. A redução de cerca de 90% das tarifas tornará
os negócios mais simples e competitivos. O Mercosul conecta o melhor dos dois
mundos: produtos e soluções desenvolvidos no Brasil com tecnologias e
capacidades globais. Isso gera valor para o Brasil, para a região e para
parceiros nos dois continentes”, disse.
Segundo
a executiva, a ampliação e diversificação das cadeias de suprimentos, o maior
acesso a talentos, competências digitais, matérias-primas críticas e terras
raras devem fortalecer a integração econômica entre os blocos, consolidando a
maior área de livre comércio do mundo.
Outro
exemplo do avanço brasileiro nas cadeias globais de valor está nos resultados
da primeira fase do Tech4Amazonia, iniciativa lançada pela Siemens Brasil
durante a COP30. O programa aplica automação, inteligência artificial, sensores
IoT e plataformas digitais às cadeias produtivas da bioeconomia amazônica. A
proposta é conectar tecnologias industriais desenvolvidas nos centros globais
de pesquisa e engenharia da Siemens a desafios locais da Amazônia, testando
soluções em cenários de infraestrutura limitada, alta complexidade ambiental e
baixa conectividade.
Nos
quatro primeiros projetos-piloto do programa, os resultados demonstraram ganhos
expressivos em eficiência, qualidade e rastreabilidade. Na produção de mudas
realizada em parceria com o Centro de Biotecnologia da Amazônia, a taxa de
mortalidade caiu de 34% para apenas 2% com a introdução de sensores e
automação. Já na cadeia da castanha-do-brasil, em parceria com a Getter, a
classificação do produto alcançou mais de 95% de precisão utilizando Industrial
Edge com inteligência artificial.
Na
cadeia de bioingredientes amazônicos, nanofábricas elevaram de 0% para 100% o
nível de padronização e rastreabilidade das ordens de produção com uso da
plataforma Mendix. Em outra iniciativa, desenvolvida em parceria com a Natura e
a cooperativa APROCAMP, a extração de óleos de bioingredientes amazônicos teve
a pressão de caldeiras reduzida pela metade, além da criação de uma base
estruturada de dados para a operação.
Em
conjunto, a entrada em vigor do acordo UE-Mercosul e os resultados iniciais do
Tech4Amazonia reforçam a transformação do papel do Brasil no cenário
internacional. Mais do que um mercado consumidor ou fornecedor de
matérias-primas, o país amplia seu posicionamento como polo de inovação e
protagonista em cadeias globais de valor. Ao estimular a cocriação local,
facilitar a integração comercial e demonstrar que soluções avançadas de
Indústria 4.0 podem prosperar mesmo em ambientes complexos, o Brasil evidencia
sua capacidade de contribuir ativamente para o futuro da indústria e da
sustentabilidade global.
Parceira
histórica do país, a Siemens também acompanha esse movimento de perto. “A
Siemens é uma empresa global de tecnologia, mas no Brasil nos enxergamos como
um negócio local. Estamos presentes no país há 160 anos e fazemos parte do seu
tecido socioeconômico”, concluiu Judith.
A Siemens Brasil iniciou suas primeiras atividades em 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Em 1905, ocorria a fundação da empresa no País. Ao longo de sua história, a empresa contribuiu ativamente para a construção e para a modernização da infraestrutura brasileira, com um portfólio de tecnologias inovadoras que capacita seus clientes a acelerarem sua própria transformação digital e a alcançarem maior sustentabilidade. Além disso, oferece serviços financeiros, gestão imobiliária corporativa e serviços de negócios indiretos. O Grupo Siemens é formado pela Siemens Brasil, Siemens Healthineers e Mobility e está presente em praticamente todo o território nacional. Conta atualmente com sete centros de Pesquisa e Desenvolvimento, com o SITRAIN - Centro de excelência para clientes do setor industrial -, além do Digital Experience Center (DEX), um ambiente que permite uma experiência imersiva pelo ecossistema de soluções e serviços da companhia. Para mais informações acesse: www.siemens.com.br ou nosso Relatório Institucional e ESG.