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Do laboratório à floresta: Siemens apresenta resultados inéditos na Amazônia e abre caminho para nova geração de soluções sustentáveis

A iniciativa nasceu após o mapeamento de mais de 70 atores locais e um processo de escuta ativa que identificou desafios estruturais da região, como variabilidade ambiental e baixa conectividade. A partir desse diagnóstico, foram definidas as Provas de Conceitos (PoCs) que abordam etapas essenciais da bioeconomia: produção de mudas, extração de óleos essenciais, processamento de bioingredientes e classificação e tratamento das castanha-do-Brasil. Antes da implementação, os gargalos eram comuns: baixa rastreabilidade, perdas recorrentes e limitações operacionais. As PoCs mostraram que a tecnologia gera ganhos concretos.
Na produção de mudas com o CBA (Centro de Bionegócios da Amazônia), a mortalidade na fase de aclimatação despencou de 34% para apenas 2% com a introdução de sensores e automação que garantiram um microclima estável. Na cadeia da castanha-do-Brasil, em parceria com a Getter, foi validada uma solução de visão computacional com IA embarcada no Siemens Industrial Edge, que classifica as castanhas com mais de 95% de acurácia, mesmo offline. Uma análise estima que as melhorias podem gerar um aumento de até 15% no valor das exportações de bioprodutos, um mercado de R$ 3 bilhões anuais.
Para processamento de bioingredientes da Amazônia, a PoC com a AMZ Foodtech digitalizou nanofábricas modulares com uma solução em Mendix, elevando a padronização e rastreabilidade das ordens de produção de 0% para 100%. Já na extração de óleos essenciais, a PoC Moiru, cocriada com a Natura e a cooperativa APROCAMP, usou sensores e simulações para otimizar os parâmetros e o controle do processo, aumentando a segurança ao reduzir a pressão da caldeira de 4,3 para 2 bar e criando a primeira base de dados estruturada da operação.
“O Tech4Amazonia mostra que é possível aplicar tecnologia de ponta em um dos contextos mais desafiadores do mundo e gerar resultados concretos, reduzindo perdas, elevando qualidade e criando novas oportunidades de renda”, afirma José Borges, Head de Inovação Estratégica da Siemens Brasil. Ele afirma ainda que “a tecnologia potencializa o que já existe, trazendo eficiência, previsibilidade e condições reais para desenvolver a bioeconomia com escala e valor. Agora, o próximo passo é escalar essas soluções e ampliar seu impacto.”
Complementando as PoCs, a Siemens desenvolveu, em parceria com a Fundação CERTI, um ambiente digital de inovação aberta para conectar desafios da Amazônia a soluções tecnológicas, acelerando a formação de novas parcerias. Com o sucesso das validações, o Tech4Amazonia se prepara para a fase de escalabilidade e foi um dos destaques da Siemens Brasil na Hannover Messe 2026, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, apresentando o potencial do país na bioeconomia global.
A Siemens Brasil iniciou suas primeiras atividades em 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Em 1905, ocorria a fundação da empresa no País. Ao longo de sua história, a empresa contribuiu ativamente para a construção e para a modernização da infraestrutura brasileira, com um portfólio de tecnologias inovadoras que capacita seus clientes a acelerarem sua própria transformação digital e a alcançarem maior sustentabilidade. Além disso, oferece serviços financeiros, gestão imobiliária corporativa e serviços de negócios indiretos. O Grupo Siemens é formado pela Siemens Brasil, Siemens Healthineers e Mobility e está presente em praticamente todo o território nacional. Conta atualmente com sete centros de Pesquisa e Desenvolvimento, com o SITRAIN - Centro de excelência para clientes do setor industrial -, além do Digital Experience Center (DEX), um ambiente que permite uma experiência imersiva pelo ecossistema de soluções e serviços da companhia. Para mais informações acesse: www.siemens.com.br ou nosso Relatório Institucional e ESG.
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